Fiscal

Reforma Tributária 2026/2027: sua empresa e seu ERP estão preparados para CBS e IBS?

Entenda o impacto de CBS e IBS na operação da empresa, o que muda em 2026 e 2027 e como preparar cadastros, equipes e ERP para a transição.

Por Erakis Tecnologia · Publicado em 16 de setembro de 2026 · Atualizado em 16 de setembro de 2026 · 8 min de leitura

Gestor consultando indicadores no computador em uma empresa com estoque e equipe

A Reforma Tributária do Consumo deixou de ser um assunto para o futuro.

Em 2026, empresas brasileiras já convivem com a implementação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), enquanto sistemas de gestão, documentos fiscais eletrônicos, cadastros e processos internos precisam acompanhar uma transição que seguirá até 2033.

Para empresários e gestores, existe um ponto particularmente importante: a Reforma Tributária não é apenas um assunto do departamento contábil ou fiscal.

Ela afeta a operação da empresa.

Vendas, compras, cadastro de produtos, emissão de documentos fiscais, formação de preços, créditos tributários, financeiro e o próprio ERP passam a fazer parte dessa transformação.

Por isso, uma pergunta começa a ganhar importância:

sua empresa — e principalmente o seu sistema de gestão — está preparada para o que vem pela frente?


O que muda com a Reforma Tributária do Consumo?

O novo modelo cria três tributos principais:

  • CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal;
  • IBS — Imposto sobre Bens e Serviços, de competência estadual e municipal;
  • IS — Imposto Seletivo, federal e destinado a determinadas operações com bens e serviços definidos pela legislação.

A mudança substitui gradualmente parte dos tributos atuais incidentes sobre o consumo.

A transição começou em 2026 e será realizada em etapas até 2033.

Isso significa que, durante alguns anos, empresas, profissionais contábeis e desenvolvedores de software precisarão conviver com regras de transição entre o sistema atual e o novo modelo.


2026 é o ano em que a mudança chegou à operação

Segundo as orientações da Receita Federal para 2026, este é o ano de teste da CBS e do IBS. A dispensa de recolhimento depende do cumprimento das condições previstas nas normas vigentes.

Os documentos fiscais eletrônicos estão sendo adaptados para comportar as informações dos novos tributos, de acordo com regras e leiautes técnicos específicos.

Entre os documentos envolvidos estão:

  • NF-e;
  • NFC-e;
  • CT-e;
  • CT-e OS;
  • NFS-e;
  • NFCom;
  • entre outros documentos fiscais eletrônicos.

Isso é especialmente relevante para quem utiliza um ERP.

Não basta saber que CBS e IBS existem.

O sistema responsável pelo faturamento precisa estar tecnicamente preparado para gerar os documentos de acordo com os novos leiautes e acompanhar as atualizações publicadas pelos órgãos responsáveis.


Uma atenção importante sobre 2026

A implementação da Reforma Tributária é dinâmica.

Em agosto de 2026, por exemplo, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS anunciaram a flexibilização de regras de validação relacionadas às informações de CBS e IBS em determinados documentos fiscais eletrônicos.

A medida anunciada prevê que a ausência desses campos não provoque a rejeição dos documentos abrangidos. É necessário conferir o ato e a Nota Técnica aplicáveis a cada documento e ambiente de emissão.

Isso demonstra algo importante para as empresas:

não basta realizar uma única atualização no ERP e considerar o trabalho concluído.

As regras, Notas Técnicas, validações e cronogramas continuam evoluindo.

O sistema de gestão precisa acompanhar essa evolução.


E o que acontece em 2027?

2027 representa outra etapa importante da transição.

Pelo cronograma oficial da Reforma Tributária do Consumo, está prevista a entrada da CBS em sua nova etapa de cobrança, acompanhada da extinção de PIS e Cofins.

Também está prevista a entrada em vigor do Imposto Seletivo e a redução a zero das alíquotas do IPI, com exceções relacionadas à Zona Franca de Manaus.

O IBS, por sua vez, terá uma transição gradual relacionada a ICMS e ISS nos anos seguintes, até a implantação integral do novo modelo.

A conclusão da transição está prevista para 2033.

Portanto, olhar apenas para as necessidades fiscais de hoje pode ser insuficiente.

As empresas precisam começar a pensar em como seus processos e sistemas acompanharão vários anos de mudanças tributárias.


Reforma Tributária não é problema apenas do contador

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes para empresários e gestores.

Imagine uma venda dentro de uma empresa.

Antes de uma nota fiscal ser emitida, normalmente já ocorreram vários processos:

Cliente → Orçamento → Pedido → Produto → Tributação → Estoque → Faturamento → Financeiro → Contabilidade

A tributação está inserida nessa cadeia.

Se informações cadastrais estiverem incorretas ou se o ERP não estiver preparado para aplicar adequadamente as regras tributárias, o problema pode aparecer em diferentes pontos da operação.

Por isso, a preparação para a Reforma Tributária precisa envolver áreas como:

  • Fiscal;
  • Contabilidade;
  • Tecnologia;
  • Comercial;
  • Compras;
  • Financeiro;
  • Controladoria;
  • Gestão.

O cadastro de produtos ganha ainda mais importância

Um ERP pode automatizar inúmeros processos, mas existe uma regra básica:

automação depende da qualidade dos dados.

Cadastro incorreto pode gerar processamento incorreto.

Por isso, este é um bom momento para revisar informações relacionadas a produtos, serviços, clientes, fornecedores e operações fiscais.

Dependendo da atividade da empresa, isso pode envolver classificações fiscais, regras tributárias, natureza das operações e demais parâmetros utilizados pelo sistema.

Empresas com milhares de produtos não deveriam deixar essa revisão para o último momento.


Seu ERP está preparado?

Essa pergunta deve entrar na pauta da gestão.

Um ERP moderno não deveria simplesmente emitir uma nota fiscal.

Ele precisa conectar a tributação ao restante da operação.

Considere, por exemplo:

Venda → Fiscal → Estoque → Financeiro

Quando esses processos estão integrados, uma única operação comercial pode alimentar automaticamente diversas áreas da empresa.

Quando não estão, surgem processos paralelos.

Planilhas.

Digitação repetida.

Conferências manuais.

Retrabalho.

E maior possibilidade de inconsistências.


7 perguntas para fazer ao fornecedor do seu ERP

Antes das próximas etapas da Reforma Tributária, vale conversar com quem fornece o sistema utilizado pela empresa.

Pergunte:

1. O ERP já está preparado para CBS e IBS?

Entenda o que já foi implementado e o que ainda está no cronograma.

2. Como serão feitas as atualizações?

Descubra se as adequações serão disponibilizadas automaticamente ou exigirão alguma intervenção.

3. O sistema acompanha as Notas Técnicas dos documentos fiscais?

Os leiautes fiscais continuarão recebendo alterações durante a transição.

4. Precisaremos revisar os cadastros?

Identifique quais informações de produtos, clientes, fornecedores e tributação precisam ser revisadas.

5. O ambiente permite testes?

Mudanças tributárias importantes devem ser homologadas antes de chegarem à operação.

6. Fiscal, vendas, estoque e financeiro são integrados?

Quanto mais processos paralelos existirem, maior tende a ser o esforço de adaptação.

7. Existe suporte para acompanhar a transição?

Em uma mudança dessa dimensão, suporte técnico próximo deixa de ser apenas conveniência.

Passa a ser parte importante da continuidade operacional.


Checklist: sua empresa está preparada para 2027?

Use esta lista como ponto de partida:

  • ☐ Nosso ERP acompanha as mudanças de CBS e IBS.
  • ☐ Estamos acompanhando as Notas Técnicas dos documentos fiscais utilizados pela empresa.
  • ☐ Produtos e serviços possuem cadastros revisados.
  • ☐ As regras tributárias estão atualizadas.
  • ☐ Nossa equipe fiscal está alinhada com a contabilidade.
  • ☐ A área de TI conhece o cronograma da Reforma Tributária.
  • ☐ Temos ambiente ou procedimento para homologar alterações.
  • ☐ Sabemos quem será responsável por cada etapa da adaptação.
  • ☐ Nosso fornecedor de ERP possui estratégia para acompanhar a transição até 2033.

Se várias respostas forem negativas, este é um bom momento para iniciar a revisão.


A tecnologia terá papel central na Reforma Tributária

Existe uma diferença importante entre esta reforma e grandes mudanças tributárias ocorridas décadas atrás.

Hoje, boa parte da operação empresarial é digital.

Uma venda pode gerar automaticamente:

  • movimentação de estoque;
  • documento fiscal;
  • contas a receber;
  • comissão;
  • informações financeiras;
  • registros gerenciais;
  • informações destinadas à contabilidade.

Consequentemente, mudanças tributárias passam diretamente pelos sistemas que executam essas operações.

A Reforma Tributária também pode ser uma oportunidade para empresas revisarem processos que já estavam deficientes antes dela.

Talvez o problema não seja apenas a chegada da CBS e do IBS.

Talvez existam planilhas demais.

Talvez vendas e financeiro não estejam suficientemente integrados.

Talvez o estoque não seja confiável.

Talvez existam cadastros desatualizados.

Talvez a gestão dependa de informações produzidas manualmente.

Nesse sentido, preparar-se para a Reforma Tributária pode também significar modernizar a gestão da empresa.


Como o FastNFE está inserido nesse cenário

O FastNFE é um ERP desenvolvido pela Erakis Tecnologia para integrar áreas importantes da operação empresarial em uma única plataforma.

Entre elas:

  • vendas;
  • fiscal;
  • financeiro;
  • compras;
  • estoque;
  • produção;
  • logística;
  • CRM;
  • relatórios e indicadores.

A integração é especialmente importante em períodos de mudanças tributárias porque reduz a dependência de processos desconectados e permite que alterações fiscais sejam incorporadas ao fluxo operacional da empresa.

A Erakis acompanha a evolução das exigências fiscais e dos documentos eletrônicos para manter o FastNFE alinhado às necessidades das empresas durante a transição da Reforma Tributária.


Não espere 2027 para começar

A Reforma Tributária do Consumo é uma transição de vários anos.

2026 já faz parte dela.

2027 será outra etapa importante.

E novas mudanças ocorrerão progressivamente até 2033.

Empresas que começarem cedo poderão utilizar esse período para revisar cadastros, testar sistemas, treinar equipes e corrigir processos.

As que deixarem tudo para a última hora terão menos tempo para identificar problemas.

A pergunta, portanto, não é mais:

“Quando a Reforma Tributária vai começar?”

Para as empresas, uma pergunta mais útil agora é:

“Estamos preparados para as próximas etapas?”


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Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. As regras tributárias e os cronogramas técnicos podem sofrer alterações. Consulte sempre a legislação vigente, a Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e a assessoria contábil ou tributária da sua empresa.

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